A psoríase é uma doença de pele que não tem cura, mas com o tratamento adequado os sintomas podem ser mantidos sob controle. No entanto, pacientes com um quadro mais grave podem vivenciar crises por um período prolongado. Nestes casos, podem pensar em solicitar uma licença do trabalho e até mesmo a aposentadoria por invalidez.

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O que fazer?

O processo de conseguir a aposentadoria por invalidez e o auxílio-doença não são simples. Na verdade, são raros os casos em que o INSS concedeu o benefício vitalício para pacientes de psoríase, pelo fato de a doença não ser contagiosa e existir tratamento.

O primeiro passo junto ao INSS é pedir o auxílio-doença. O sistema de seguridade social brasileiro não libera a aposentadoria antes de uma licença médica. Após esse período de auxílio-doença, o perito do INSS poderá avaliar se é o caso de conceder a aposentadoria por invalidez.

A aposentadoria por invalidez é concedida em casos de doença ou acidente que impeçam o trabalhador de continuar a trabalhar. Existe uma lista de doenças em que o benefício vitalício é liberado compulsoriamente, como alzheimer para aposentadoria, e câncer para o auxílio-doença. A psoríase, porém, não está em nenhum dessas listas. Por isso, para que o paciente de pasoríase possa dar entrada com o pedido do benefício no INSS, ele precisa de um médico que ateste a real necessidade de parar de trabalhar.

As lesões na pele causadas pela psoríase podem provocar dor e queimação. Dependendo da região onde estão localizadas, em alguns casos no corpo todo, podem impedir o paciente de trabalhar em períodos de crises mais agudas.

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Um argumento já usado pelos pacientes para pedir a aposentadoria vitalícia é o aspecto psicossocial da doença. Quem sofre com a psoríase pode sentir vergonha da aparência das lesões, mesmo que elas não sejam contagiosas. Por isso, alguns pacientes podem argumentar que preferem o isolamento do ambiente profissional.

O estresse causado pelo trabalho também pode agravar a doença. Esse é um dos principais fatores que desencadeia crises inflamatórias na pele. Por isso, o médico poderá recomendar que o paciente seja afastado do trabalho para evitar o estresse.

O paciente que decidir buscar o auxílio-doença e, mais adiante, a aposentadoria vitalícia poderá procurar um advogado especializado em previdência, que poderá ajudar no lento e complexo processo.

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