Auto-hemoterapia é um tratamento perigoso e no Brasil os médicos são proibidos de praticá-la. Além de oferecer riscos, não existem pesquisas que comprovem a sua eficácia. Pacientes diagnosticados com psoríase devem tomar cuidado com ofertas de tratamentos usando essa técnica.

Apenas o médico dermatologista pode indicar o melhor tratamento para a doença. Caso um médico, mesmo que seja dermatologista, indique a auto-hemoterapia, o paciente deve rejeitar o tratamento e denunciar o médico ao Conselho Regional de Medicina.

A auto-hemoterapia consiste em uma técnica de retirar o sangue do paciente e reaplica-lo nos músculos, usando uma seringa intramuscular. Os que defendem essa técnica dizem que é capaz de curar diversas doenças, inclusive as auto-imunes, por melhorar o sistema de defesa do organismo e eliminar bactérias.

No entanto, a comunidade científica já alertou para grandes riscos que envolvem esse tratamento, que vão desde hematomas, dores e abcessos na pele até infecções graves e coagulação intravenosa. Além disso, o Conselho Federal de Medicina fez um alerta: nenhum desses benefícios que são atribuídos à auto-hemoterapia são comprovados cientificamente. Ou seja, não existem pesquisas confiáveis que comprovem que a técnica realmente funciona.

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Desde 2007, a auto-hemoterapia é condenada pelo Conselho Federal de Medicina (CFM) e pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA). O CFM diz que já recebeu denúncias de que esta técnica estaria sendo aplicada por leigos.

Por isso, em 2015 o Conselho Federal de Medicina emitiu um comunicado proibindo a aplicação de auto-hemoterapia por médicos brasileiros desde 27 de fevereiro de 2015. Os médicos que desrespeitarem a proibição serão penalizados e poderão perder o registro profissional, ou seja, não poderão mais exercer a medicina.

Existem formas seguras, regulamentadas e altamente eficazes de tratamento para psoríase sem usar a auto-hemoterapia. Médicos sérios e com boa formação, que acompanham as pesquisas científicas, poderão indicar tratamentos seguros para os seus pacientes sem colocá-los em risco. O paciente deve sempre desconfiar de técnicas alternativas e promessas milagrosas feitas por leigos.