O ácido fumárico é um composto químico usado com muita frequência pela indústria de alimentos por ser um acidulante que ajuda a prolongar o prazo de validade dos produtos. É comum encontrá-lo em refrigerantes, sucos e geleias.

Mas como esse componente químico pode ajudar no tratamento da psoríase?

A pele produz naturalmente o ácido fumárico quando exposta ao sol. No entanto, pessoas com psoríase têm uma produção bem menor de ácido fumárico. Esse é um dos motivos porque os banhos de sol são recomendados para os pacientes. Desde a década de 50 esse composto tem sido usado para o tratamento da psoríase.

A indústria farmacêutica também usa o ácido fumárico. Existem remédios com esse composto para o tratamento de psoríase há várias décadas no formato de comprimido. Os médicos costumam recorrer a ele quando os tratamentos tópicos convencionais não surtem efeito ou quando o uso prolongado dos corticoides começar a trazer efeitos colaterais.

O medicamento com ácido fumárico age como um imunomodulador, ou seja, ele inibe as reações imunológicas do organismo. Nesse caso, ele trata a psoríase na origem, já que essa é uma doença do sistema imunológico, que provoca uma reprodução muito acelerada das células da pele. O comprimido também tem efeito anti-inflamatório.

O uso de comprimidos com ácido fumárico já mostrou ser bastante eficaz. Um estudo com 984 pacientes mostrou que, com 6 meses de tratamento, 67% tiveram melhora completa ou evidente dos sintomas da psoríase, outros 78% melhoraram depois de 2 anos com o remédio e 82% melhoraram após 3 anos. O período médio do tratamento no estudo foi de 44 meses.

Os remédios com ácido fumárico também têm efeitos colaterais quando usados por um prazo muito longo, entre eles problemas gastrointestinais. Por isso, os médicos costumam mudar de tempos em tempos o tratamento da psoríase, dependendo também da intensidade da crise no momento.

Nenhum tratamento contra a psoríase deve ser feito sem a indicação do médico. A automedicação é extremamente perigosa e pode até levar à morte. O paciente poderá discutir com o dermatologista sobre esse medicamento, e o médico irá avaliar se essa é uma boa opção para o seu caso.