É muito comum os pacientes de psoríase sofrerem impactos psicológicos após o diagnóstico, como depressão, ansiedade, insegurança e até dificuldades de relacionamento. É muito importante que os pacientes procurem ajuda profissional para lidar com os aspectos emocionais da doença.

A terapia é uma das melhores formas de tratamento psicológico, mas muitas vezes o paciente também deve ser acompanhado por um psiquiatra. Ele pode avaliar a necessidade do uso de medicamentos, como antidepressivos.

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Ter vergonha, orgulho ou medo de procurar o tratamento psicológico pode tornar o quadro ainda mais grave. Depressão é uma doença muito séria, que deve ser tratada e acompanhada por profissionais experientes.

 

Mas por que os pacientes da psoríase sofrem esses impactos emocionais?

Os pacientes de psoríase são vítimas de preconceito por conta do aspecto físico da psoríase, das placas e escamas na pele. Em outros casos os pacientes sofrem com a falta de autoestima e o medo de serem estigmatizados.

Seja pelo preconceito ou autoestima, os pacientes se isolam e deixam de frequentar seus círculos sociais, como reuniões de família e dos amigos. O isolamento também costuma interferir negativamente na vida profissional.

Os relacionamentos amorosos e sexuais são afetados com frequência, embora não exista nenhum fator físico que impeça os pacientes de se relacionarem. A psoríase não é contagiosa e não representa nenhum risco para quem se relaciona com os pacientes. Muitas vezes o próprio paciente evita se relacionar por medo de rejeição ou vergonha.

Para combater a depressão, a ansiedade e o impulso de se isolar, é preciso buscar ajuda profissional. Um bom equilíbrio emocional é muito importante para combater os sintomas da psoríase na pele.

Na terapia, o paciente poderá conversar livremente, expressar suas emoções, se conhecer melhor e descobrir métodos para sair do quadro depressivo.

Outras técnicas complementares podem ajudar a combater a depressão e ansiedade. Exercícios físicos podem ajudam a controlar os sintomas da psoríase, como por exemplo: aulas de ioga, massagens, acupuntura e meditação. No entanto, é importante que o paciente mantenha o acompanhamento com o psiquiatra periodicamente antes de escolher terapias alternativas.