Muitos pacientes com psoríase buscam tratamentos alternativos para tentar controlar os sintomas da doença. Um deles, conhecido na Ásia, mas ainda novo por aqui é a ictioterapia, que utiliza pequenos peixes.

Ictioterapia o tratamento com peixes que se alimentam de pele

Por não possuir dentes e alimentar-se apenas de peles mortas, esse peixinho tem uma sucção delicada e não causa irritação na pele. Por isso vem sendo indicado para retirar a escamação da pele causada pela inflamação típica da psoríase. Essa terapia, no entanto, não substitui o tratamento com medicamentos que ajudam a controlar a inflamação e o sistema imunológico do paciente.

A ictioterapia se propõe inicialmente a embelezar a pele através dos pequenos peixes. Conhecidos como Garra Rufa ou “Peixe Médico”, é uma espécie de água doce originária da bacia dos rios Tigre e Eufrates, localizados na Turquia e no norte da Síria.

Algumas clínicas disponibilizam tanques com Garra Rufa para que as pessoas mergulhem a pele lesionada para ser tratada pelos peixes. A ictioterapia tem sido procurada não somente por pacientes com psoríase, mas por pessoas com os mais variados problemas de pele, como acne, eczema, calos, pele seca, e até mesmo para efeito estético. Pode ser usado, por exemplo, para remover cutículas das unhas e peles mortas que se acumulam nos calcanhares.

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Apesar do tratamento com o peixe asiático parecer natural e inovador, existem alguns cuidados muito importantes a serem tomados para não agravar o doença de pele. Um deles é se certificar que o tratamento está sendo feito com  o peixe certo. O Chin Chin é uma espécie muito semelhante ao Garra Rufa, a principal diferença entre eles é que o primeiro possui dentes. Caso você vá se tratar em um local que substitua um peixe pelo outro, sua psoríase irá piorar.

Outro ponto negativo da ictioterapia é que, pelo fato de diversas pessoas utilizarem a mesma água ao longo do dia, ela vai ficando suja. Isso aumenta o risco de transmissão de micose e outras doenças.

Existem, portanto, pontos interessantes nesse novo tratamento natural de pele. Porém, os cuidados a serem tomados também não são poucos. A melhor saída é sempre conversar com seu dermatologista antes de experimentar um tratamento novo.